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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Tragédia em Santa Maria.

Eclesiastes 7:2 "É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério!



Esse texto foi publicado pela Wilma Rejane no seu blog "A Tenda na Rocha", achei muito interessante e significativo e compartilho dos seus pensamentos.



Me sinto diminuida diante da morte, porque essa é a maior dor que existe sobre a face da terra. Uma dor que ceifa os vivos levando-os à sepultura e abate os que ficam pela angústia da saudade,  perda e absoluta impotência. A vida só existe porque também há morte, inversos que tragicamente se completam para dar continuidade a espécie humana. Como o dia, em que brilha o sol, devolvendo o azul claro do céu, tão somente porque também existe a noite. E alegria só se torna possível porque há tristeza. A vida, pode parecer óbvia, mas é indecifrável pela presença do inesperado. 



Quero aqui, traçar um paradigma sobre o significado da palavra tragédia e o ocorrido em Santa Maria. " tragoedia" tem origem grega e era aplicada a festas em que o canto, a música, era a principal atração. Porém, e de repente, surgia entre os cantores, um animal chamado bode. "tragos = bode e oedia =canto". Portanto, tragédia se caracterizou como uma grande e alegre festa, de final triste, porque o bode era sacrificado como forma de punição por devastar as videiras dos deuses festivos. Tragédia é tudo que se opõe a alegria. É o elemento inesperado que devasta o riso (simbolizado pelo vinho, videira) é o sacrificio da vida que se remove em angústia pela perda.


O que era motivo de festa para esses jovens de Santa Maria tornou-se em sacrifício. Um sacrificio, também e principalmente para os parentes dos mortos que um dia se alegraram pelo nascimento de seus filhos e quem sabe, jamais imaginaram, morrerem dessa forma. Quero dizer aos que lêm esse artigo que Deus também chora nesses momentos, assim como chorou pela morte de Seu filho Jesus. O sacrificio do filho de Deus, veio para perpetuar o riso aos que choram, porque através Dele nos foi devolvida a vida eterna, foi decretada a morte da morte. 




"Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá" João 11:25


Essa é a esperança que temos e jamais se acabará. Triste é quando se vive e se morre sem conhecer essa Verdade e por isso também Deus chora. Assim como chorou no velório de Lazáro: "Jesus chorou" João 11:25. Chorou quando viu uma viúva carregando o caixão de um filho (Lucas 7) e por essa causa Deus é o que consola os enlutados. O que podemos fazer diante do inesperado? Somos tão limitados em assuntos de vida, quanto de morte. Quem sabe o silêncio fale mais alto nesses momentos, porque através dele poderemos ouvir Deus e o mais íntimo do nosso ser. É preciso considerar a casa do luto porque ela é o destino de todos os homens que se fazem fortes ou fracos pela forma como lidam com as tragédias.


Soube que muitos celulares tocaram no bolso de jovens já mortos, nas bolsas das meninas que já não podiam atender. Esse fato me fez pensar nas tantas vezes em que ligo para meus filhos e escuto um "oi mãe" do outro lado. Um abraço, um beijo, um alisar de cabelo, uma canção, coisas do dia a dia, que parecem simples,  ganham proporções gigantescas na hora da morte de quem se convive. E não se pode voltar no tempo, por isso hoje, é o melhor momento para se amar. Tem coisas  que parecem pequenas demais, mas se tornam grandes ao deixarem de existir.



 "O nosso socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra" Salmo 121:2.


Minha oração é para que o consolo chegue a família dos enlutados. Que o amanhã venha com superação e renascimento. Sei que foram enterrados muitos sonhos em Santa Maria, mas tenho plena convicção de que a terra é pequena demais aos olhos de Deus e Ele grande o Suficiente para restaurar o que se perde. Tragédias acontecem em boates, também em igrejas. Tragédias acontecem  a cada instante em todos os lugares do mundo e uma hora somos espectadores, em outras protagonistas, é a vida, com seus inversos. Contudo, não se faz comum, nem diminuída a dor de cada um. Que o Espírito Santo de Deus console os enlutados.

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